terça-feira, 27 de setembro de 2011

...a bordo do bonde.

3 comentários:

  1. Olá, grupo! Me senti dentro do bondinho!
    Grande achado esse vídeo. Ele dá a dimensão de quanto o bondinho evoca sentimentos complexos... ele é precário, frágil, sem segurança, mas extremamente charmoso...
    Abraços carinhosos,
    Helena

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  2. Penso ser mais do que isso!

    O fato de o bondinho de Santa Teresa ser "extremamente charmoso" não compensa sua precariedade, fragilidade e insegurança. Afinal, algumas pessoas morreram dentro dele e isso, não se pode desprezar. Sei que 6 empresas dominam 90% da informação que circula no mundo e tenho consciência de o quanto isso é perigoso. Apesar disso, uma matéria do Jornal Nacional (disponível em http://www.youtube.com/watch?v=KR_OOC1t6JA) retrata como que esse fato não pode ser considerado um acidente. De acordo com o vídeo, o bonde envolvido portava nada mais, nada menos que 23 irregularidades por falta de manutenção adequada. (A quem cabe essa manutenção? ou A quem cabe a culpa pelo "acidente"?) Devido essas irregularidades, o bonde não apresentava condições para a circulação. Houve uma tentativa, inclusive, de culpar o motorista do bonde, que o guiava a anos e que, de acordo com relatos dos moradores, fazia por si só os reparos e remendos para que o mesmo continuasse funcionando, já que não contava com o apoio das políticas públicas e tinha consciência de o quanto esse bonde era fundamental não só para o turismo, mas para os moradores locais, já que o preço de embarque era R$0,60. Vale lembrar que o mesmo motorista faleceu no "acidente". Uma das soluções que foi muito apontada nos 15 minutos de fama desse ocorrido, foi a privatização dos bondes. Seriam reformados, climatizados, ... e a passagem subiria de R$0,60 para R$ 6,00! Maravilhoso para o turismo que não conseguia lucrar com o primeiro preço (talvez, por isso esse descaso) e péssimo para os moradores que dependem dele para locomoção. Bom, aí veremos o que vale mais. Desculpe-me pelo desabafo diante do comentário acima ("ele é precário, frágil, sem segurança, mas extremamente charmoso..."), mas em uma coisa devo concordar, provoca um sentimento muito complexo!

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  3. Sra Helena, Sra Aline.
    De fato, o bonde de Santa Tereza como transporte público estava em péssimas condições. Sob este aspecto, não há novidades em percebê-lo como ferramenta de desvio dos recursos público e descaso administrativo.Mas bonde também é um patrimônio cultural, o que torna sua conservação muito mais necessária ainda.
    O que ficou evidente - diante do efêmero olhar deste projeto - é que a sociedade carioca mostra-se conivente a toda a precariedade que vivemos. Reagindo, tão somente, às imprecações da mídia que se faz das fatalidades e desventuras.

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