Esta ferramenta objetiva divulgar notícias e informações diversas sobre o Bonde de Santa Tereza (RJ).
Como recurso interdisciplinar dispomos artigos, vídeos, imagens dos mais variados olhares. Tudo para aproveitamento pedagógico. Façam bom proveito!
Olá, grupo! Me senti dentro do bondinho! Grande achado esse vídeo. Ele dá a dimensão de quanto o bondinho evoca sentimentos complexos... ele é precário, frágil, sem segurança, mas extremamente charmoso... Abraços carinhosos, Helena
O fato de o bondinho de Santa Teresa ser "extremamente charmoso" não compensa sua precariedade, fragilidade e insegurança. Afinal, algumas pessoas morreram dentro dele e isso, não se pode desprezar. Sei que 6 empresas dominam 90% da informação que circula no mundo e tenho consciência de o quanto isso é perigoso. Apesar disso, uma matéria do Jornal Nacional (disponível em http://www.youtube.com/watch?v=KR_OOC1t6JA) retrata como que esse fato não pode ser considerado um acidente. De acordo com o vídeo, o bonde envolvido portava nada mais, nada menos que 23 irregularidades por falta de manutenção adequada. (A quem cabe essa manutenção? ou A quem cabe a culpa pelo "acidente"?) Devido essas irregularidades, o bonde não apresentava condições para a circulação. Houve uma tentativa, inclusive, de culpar o motorista do bonde, que o guiava a anos e que, de acordo com relatos dos moradores, fazia por si só os reparos e remendos para que o mesmo continuasse funcionando, já que não contava com o apoio das políticas públicas e tinha consciência de o quanto esse bonde era fundamental não só para o turismo, mas para os moradores locais, já que o preço de embarque era R$0,60. Vale lembrar que o mesmo motorista faleceu no "acidente". Uma das soluções que foi muito apontada nos 15 minutos de fama desse ocorrido, foi a privatização dos bondes. Seriam reformados, climatizados, ... e a passagem subiria de R$0,60 para R$ 6,00! Maravilhoso para o turismo que não conseguia lucrar com o primeiro preço (talvez, por isso esse descaso) e péssimo para os moradores que dependem dele para locomoção. Bom, aí veremos o que vale mais. Desculpe-me pelo desabafo diante do comentário acima ("ele é precário, frágil, sem segurança, mas extremamente charmoso..."), mas em uma coisa devo concordar, provoca um sentimento muito complexo!
Sra Helena, Sra Aline. De fato, o bonde de Santa Tereza como transporte público estava em péssimas condições. Sob este aspecto, não há novidades em percebê-lo como ferramenta de desvio dos recursos público e descaso administrativo.Mas bonde também é um patrimônio cultural, o que torna sua conservação muito mais necessária ainda. O que ficou evidente - diante do efêmero olhar deste projeto - é que a sociedade carioca mostra-se conivente a toda a precariedade que vivemos. Reagindo, tão somente, às imprecações da mídia que se faz das fatalidades e desventuras.
Olá, grupo! Me senti dentro do bondinho!
ResponderExcluirGrande achado esse vídeo. Ele dá a dimensão de quanto o bondinho evoca sentimentos complexos... ele é precário, frágil, sem segurança, mas extremamente charmoso...
Abraços carinhosos,
Helena
Penso ser mais do que isso!
ResponderExcluirO fato de o bondinho de Santa Teresa ser "extremamente charmoso" não compensa sua precariedade, fragilidade e insegurança. Afinal, algumas pessoas morreram dentro dele e isso, não se pode desprezar. Sei que 6 empresas dominam 90% da informação que circula no mundo e tenho consciência de o quanto isso é perigoso. Apesar disso, uma matéria do Jornal Nacional (disponível em http://www.youtube.com/watch?v=KR_OOC1t6JA) retrata como que esse fato não pode ser considerado um acidente. De acordo com o vídeo, o bonde envolvido portava nada mais, nada menos que 23 irregularidades por falta de manutenção adequada. (A quem cabe essa manutenção? ou A quem cabe a culpa pelo "acidente"?) Devido essas irregularidades, o bonde não apresentava condições para a circulação. Houve uma tentativa, inclusive, de culpar o motorista do bonde, que o guiava a anos e que, de acordo com relatos dos moradores, fazia por si só os reparos e remendos para que o mesmo continuasse funcionando, já que não contava com o apoio das políticas públicas e tinha consciência de o quanto esse bonde era fundamental não só para o turismo, mas para os moradores locais, já que o preço de embarque era R$0,60. Vale lembrar que o mesmo motorista faleceu no "acidente". Uma das soluções que foi muito apontada nos 15 minutos de fama desse ocorrido, foi a privatização dos bondes. Seriam reformados, climatizados, ... e a passagem subiria de R$0,60 para R$ 6,00! Maravilhoso para o turismo que não conseguia lucrar com o primeiro preço (talvez, por isso esse descaso) e péssimo para os moradores que dependem dele para locomoção. Bom, aí veremos o que vale mais. Desculpe-me pelo desabafo diante do comentário acima ("ele é precário, frágil, sem segurança, mas extremamente charmoso..."), mas em uma coisa devo concordar, provoca um sentimento muito complexo!
Sra Helena, Sra Aline.
ResponderExcluirDe fato, o bonde de Santa Tereza como transporte público estava em péssimas condições. Sob este aspecto, não há novidades em percebê-lo como ferramenta de desvio dos recursos público e descaso administrativo.Mas bonde também é um patrimônio cultural, o que torna sua conservação muito mais necessária ainda.
O que ficou evidente - diante do efêmero olhar deste projeto - é que a sociedade carioca mostra-se conivente a toda a precariedade que vivemos. Reagindo, tão somente, às imprecações da mídia que se faz das fatalidades e desventuras.